Quem somos

Formada por advogados, psicólogos e pedagogos, que atuavam com o litígio e acreditavam no conceito da Paz, resolveram aprimorar os seus conhecimentos na área da Mediação Judicial e Educacional, unindo a pessoalidade do atendimento com as técnicas da Mediação voltadas para resolução de Conflitos.

Com um corpo docente especializado para cursos, palestras, workshops no contexto escolar. Atuamos em todo o território nacional, com filial em Santa Catarina.

domingo, 29 de setembro de 2024

VAMOS ENTENDER A LEI 14.811/024

 

A Lei 13.185, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying), sancionada originalmente em 2015, tem se adaptado ao longo dos anos para responder às novas formas de agressão e exclusão social que afetam principalmente crianças e adolescentes, tanto no ambiente escolar quanto no digital.

Nossa legislação passou por atualizações para poder enfrentar os desafios do bullying no contexto digital, especialmente considerando o impacto das redes sociais e do acesso fácil e constante à internet.

No Brasil, em 2024, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva a Lei do Bullying continua sendo um tema de extrema relevância, especialmente no contexto das políticas públicas voltadas para a educação, a inclusão social e a proteção dos direitos humanos.

O governo tem se preocupado em ampliar o alcance das políticas de combate ao bullying, reconhecendo o impacto profundo que a violência psicológica e a exclusão podem ter no desenvolvimento e no bem-estar das crianças e jovens.

O bullying, conforme definido pela lei, continua sendo qualquer ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo, praticado por um indivíduo ou por um grupo de pessoas.

Com o passar dos anos, a legislação evoluiu para refletir as mudanças nas formas de comportamento e interação social, especialmente com o crescimento das redes sociais e das plataformas digitais.

Com a aprovação da nova Lei 14.811/2024, as punições para quem pratica Bullying agora ficaram mais claras.

Entenda o que a Legislação determina, e em que casos as crianças e adolescentes podem ser responsabilizados.

Os casos de Bullying agora foram incluidos no Código Penal e tem suas penas bem estabelecidas. O Infrator poderá ser punido com multa ou com dois a quatro anos de prisão, se o crime for praticado por meio de internet.

Essa lei é um instrumento essencial para garantir a proteção dos indivíduos, principalmente crianças e adolescentes, contra as práticas de assédio e violência psicológica em ambientes escolares e digitais

O avanço da tecnologia permitiu que as práticas de intimidação se tornassem ainda mais sofisticadas e, por vezes, mais difíceis de serem detectadas. Com isso, o combate ao bullying se tornou um desafio multidimensional, exigindo uma abordagem mais ampla por parte das autoridades educacionais, pais e plataformas digitais.

A Lei 14.811/2024, incluem diretrizes mais claras para o tratamento de incidentes de cyberbullying, especialmente no que diz respeito à responsabilização das plataformas digitais e da mediação entre os envolvidos.

As instituições de ensino também foram obrigadas a estabelecer protocolos claros para o combate ao bullying, tanto presencial quanto online, e promover programas contínuos de conscientização e prevenção.

Essas atualizações reforçam a importância de uma educação voltada para a empatia, o respeito às diferenças e a promoção de um ambiente seguro para todos os alunos. Além disso, as novas diretrizes oferecem mais suporte aos alvos e garantem que o acompanhamento psicológico e emocional seja parte integrante do tratamento dos casos.

Com relação a Prevenção e Conscientização, a lei reforça a importância da educação e da conscientização para a prevenção do bullying, cyberbullying.

Todas as instituições de ensino, públicas e privadas, devem promover campanhas de sensibilização sobre o bullying, envolvendo tanto alunos quanto professores e pais. Essas campanhas devem abordar as consequências do bullying, cyberbullying e a importância de se criar um ambiente de respeito mútuo.

As escolas e outras instituições que lidam com jovens têm a responsabilidade legal de adotar medidas preventivas e de intervenção em casos de bullying e cyuberbullying Isso inclui a criação de comissões internas para lidar com denúncias, acompanhamento de alvos e agressores, e a implementação de estratégias para coibir a prática.

Carta capital


terça-feira, 17 de setembro de 2024

 

NÃO OUÇA O ATAQUE. ESCUTE O QUE SE ESCONDE POR TRÁS DAS PALAVRAS

Na sociedade brasileira a violência estrutural é inegável sendo manifestada através de um quadro de injustiças sociais, disparidades econômicas, exclusão e falta de oportunidades que afeta a maioria da população.

O que se busca ocultar como sendo natural ou inevitável está na raiz de inúmeras modalidades de violência, mais fáceis de serem evidenciadas.

Contudo é essencial que sejam dados passos concretos que estão ao nosso alcance imediato, nos aspectos da realidade, ao mesmo tempo em que se luta por mudanças estruturais nos sistemas econômico, político e jurídico.

Para contribuirmos de forma efetiva para o desenvolvimento integral das gerações em formação, é preciso estar convicto da urgência, necessidade e viabilidade do trabalho integrado, em nível dos microssistemas, em processos sistemáticos e permanentes de educação para a paz, para o respeito aos direitos humanos e à diversidade, e para os valores éticos universais.

Precisamos nos treinar para não ouvirmos os ataques.

Normalmente em um conflito costumamos mentalmente ensaiar o que vamos dizer enquanto a outra pessoa fala, Um bom começo seria tentarmos mudar o tom da conversa.

A forma como ouvimos ajuda a determinar o que é possível fazer em certas situações, temo que estar dispostos a ouvir a história que nos é narrada, aguçar os ouvidos para a verdadeira essência da questão, o que está sendo dito, mesmo que seja de uma forma ruim.

Fale com o melhor lado da outra pessoa, nossos hábitos podem ser mudados.

Você já pensou que você e o outro são a única fonte de um resultado proveitoso para o conflito.

A violência é um mal causador de angústia, insegurança e medo, atingindo diferentes classes sociais em todas as idades, motivo pelo qual a mídia global vem reportando de forma enfática sua crescente incidência social.

Perceba a diferença entre necessidades, interesses e estratégias.

Quando para satisfazermos nossas necessidades e interesses, usamos de estratégias escolhidas, que se opõem a estratégias alheias, surgem os conflitos.

Quando o conflito é inserido no contexto escolar, a violência é denominada BULLYING e emerge como um flagelo que destrói o tecido comunitário, motivo pelo qual está na agenda mundial de programas de saúde que visam a sua prevenção e erradicação.

Mesmo que não concordemos com as estratégias do outro, mas se conseguirmos detectar as necessidades e os interesses do outro durante o conflito, podemos ter facilitadas as apresentações de solução para este conflito.

Reconheça as emoções, enxergue-as como sinais. Permita que as emoções ajudem você a ver.

Pressuponha que o diálogo útil é possível, mesmo quando parece improvável.

Descubra o que está havendo, e não de quem é a culpa.

Planeje-se para encarar conflitos no futuro. Mude o tom da conversa, o conflito é um local de grandes possibilidades.

Suzete Sammarco

 

 


sexta-feira, 5 de maio de 2023

A arte como ferramenta para a não-violência

 

Uma forma importante de contribuir para a promoção da não violência nas escolas, é através das artes. Isso acontece de diversas maneiras, a começar pelo fato de que a arte é uma forma de expressão que permite aos alunos se comunicarem de maneira criativa e saudável, podendo ajudar os estudantes a desenvolverem habilidades sociais e emocionais, como empatia, respeito, tolerância e compaixão. Essas habilidades são primordiais para prevenir conflitos, tanto dentro quanto fora da escola.

O estudo da história da arte também pode contribuir para a formação de uma consciência crítica nos alunos, que aprendem a identificar e questionar situações de injustiça e desigualdade, levando a uma maior compreensão e respeito pelas diferenças culturais e pela diversidade.

Além disso, o ensino de arte pode ajudar a promover a autoestima e a autoconfiança dos alunos, ajudando-os a desenvolver um senso de identidade e propósito, contribuindo para que se sintam mais seguros e tolerantes.

A Arte abrange ao menos quatro linguagens bem definidas: artes visuais, música, teatro e dança, e qualquer delas pode ser uma forma de oferecer aos alunos alternativas saudáveis ​​e criativas para lidar com o estresse e a ansiedade, o que pode reduzir a probabilidade de envolvimentos em comportamentos violentos ou prejudiciais.

Em suma, o ensino de arte nas escolas é uma ferramenta poderosa para promover a não violência, oferecendo aos alunos oportunidades para desenvolver habilidades sociais e emocionais, compreender a diversidade cultural, promover a autoestima além de oferecer alternativas saudáveis ​​para lidar com o estresse e ansiedade.


Edneia Cassetari

Designer gráfico / artista visual / professora

Gestor escolar e a resolução de conflitos.



Nos últimos anos, a mediação educacional tem se destacado, tanto no campo nacional como internacional.

Sendo uma alternativa à solução  dos conflitos apresentados no âmbito escolar, já temos estudos indicativos de que a mediação fortalece as instituições educacionais no campo da elevada conflitualidade que se apresentam nas escolas.

O desafio é continuar desenvolvendo um trabalho que aborde o caráter democrático e de Liderança na Gestão. Temos que ampliar a prática da democracia reiterando a nossa missão de oportunizar a aprendizagem e a formação do estudante, com os profissionais da educação, as famílias e a sociedade de forma participativa.

A Mediação Educacional visa preservar, melhorar ou recuperar relações interpessoais que se encontram em conflito no ambiente escolar, sejam entre estudantes, profissionais, pais e equipe.

Importante ressaltar que não se pretende eliminar o conflito, o que seria impossível, mas buscar a sua regulação, a convivência não violenta.

Lembrando sempre, que o conflito não deve ser encarado com negatividade, pois quando bem trabalho ele se transforma em oportunidade de crescimento, sendo assim transformado em conflito positivo.

Os índices de desequilíbrio no ambiente escolar, nos apontam fatos reincidentes que ferem a cultura de uma harmônica convivência escolar.

Os conflitos em relações sociais dos estudantes são alguns dos problemas mais complicados de se resolver. Quando não  são detectados, os desentendimentos podem elevar-se ao grau de farores de risco tais como o Bullying, Cyberbullying, Sexting, Homicídios e Suicídios.

Qualquer sinal, por mais simples que seja, precisa ser observado e tratado com especialistas como Mediadores Escolar, Psicólogos, Psiquiatras, Pais e Comunidade.

Nesse contexto, cabe ao gestor compreender as relações que se estabelecem no interior das instituições de ensino e ser capaz de negociar os conflitos que surgirem, esforçando-se para oferecer um ambiente saudável aos diversos níveis de convivência.

Sem dúvida, uma das tarefas mais difíceis para um gestor educacional é atuar diante da diversidade de comportamento.

O Mediador, devidamente capacitado para tal, com o consentimento das partes envolvidas poderá por meio do diálogo e do consenso mútuo chegar a uma solução satisfatória para todos.

Quanto aos envolvidos, eles têm a oportunidade de refletirem sobre seus atos, consequências, valores, e a real necessidade da Cultura da Paz na escola, fortalecendo assim a autonomia de cada envolvido, tornando-os responsáveis por uma sociedade mais salutar, um ambiente escolar mais seguro e produtivo.


 Suzete Sammarco

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

A violência no âmbito escolar

 

“...SE QUEREMOS ALCANÇAR A VERDADEIRA PAZ NO MUNDO, 

DEVEMOS COMEÇAR PELAS CRIANÇAS...” (Ghandi).


A violência no âmbito escolar, está cada vez mais destruindo os vínculos existentes entre os seres humanos.

Para que estes conflitos sejam geridos, os gestores escolares necessitam de práticas mediadoras compartilhadas.

A Mediação Escolar prevê a transformação dos alunos e não somente a resolução dos conflitos. Por isso é fundamental sensibilizarmos todos  para a prática da mediação no espaço educacional.

No que se refere a mediação, apesar de estar entre um dos meios mais adequados a antecipação de conflitos, a  sua aplicação, ainda engatinha.

Mais do que tardia, se faz a necessidade de se propor uma formação pedagógica que permita ao facilitador do conflito uma visão interdisciplinar, baseado não apenas em uma cultura Jurídica, mas em uma cultura Humana.

Nossos educadores sempre padecem de uma espécie de sentimento de que estão “apagando incêndios, de mãos atadas”, quando se deparam com situações atípicas em relação ao que seria o ideal pedagógico.

Mas o cotidiano escolar é alheio a esse ideário padrão. E os efeitos da violência escolar, sem dúvida representam uma parcela muito onerosa de tais vicissitudes.

O papel do ensino deve ganhar uma nova conotação, devendo ser transformador.

Os conflitos nas escolas, se bem gerenciados, podem ser aproveitados restabelecimento dos vínculos escolares.

Com a  Mediação escolar, temos uma ferramenta pedagógica em um processo construtivo, e assim  teremos um novo olhar para compreender os conflitos que circundam o ambiente escolar, promovendo assim a cultura da paz, que faz parte de uma das técnicas que levam  todos a uma convivência respeitosa.

Em busca pela prevenção e diminuição dos registros de violência e indisciplina nas Unidades Escolares, muitos estados vêm propondo formação para os profissionais da educação em mediação escolar, a exemplo de Mato Grosso, Ceará, São Paulo, entre outros, para atuarem nas práticas pedagógicas com a resolução pacífica de conflitos.

A mediação utilizada no contexto escolar tem por escopo o desenvolvimento de um ambiente que possibilite aos alunos o desejo e a prática da comunicação aberta, do diálogo, de escutar o outro e conviver com o outro e se colocar no lugar do outro.

A Mediação Educacional visa preservar, melhorar ou recuperar relações interpessoais que se encontram em conflito no ambiente escolar sejam entre estudantes, profissionais, pais e equipe. Importante ressaltar que não se pretende eliminar o conflito, o que seria impossível, mas buscar a sua regulação, a convivência não violenta. A mediação educacional permite aos envolvidos refletirem sobre seus valores, a necessidade da Cultura da Paz, assim como fortalece o protagonismo e a autonomia de cada um, como responsável por suas relações e por uma sociedade não violenta.

Suzete Sammarco

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

O CONSELHO TUTELAR E A ESCOLA



Quando os problemas que envolvem os alunos e as buscas de soluções fogem da competência da escola, o parceiro de plantão é o Conselho Tutelar, com quem a escola deve ter grande proximidade. O artigo 56 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) confere aos dirigentes de estabelecimentos de Ensino Fundamental e de Educação Infantil o dever de comunicar ao Conselho Tutelar os casos maus-tratos envolvendo os alunos, reiteração de faltas injustificadas e evasão escolar, além dos elevados níveis de repetência. Mas atenção! Só se deve comunicar e encaminhar os casos nos quais a escola esgotou completamente as possibilidades de solução! Por outro lado, não podemos esquecer que a escola faz parte da Rede Protetiva e pode encaminhar diretamente os casos para os órgãos de saúde, trabalho, assistência social ou outros órgãos do Sistema de Garantias de Direitos.

 

(C.N.MP.-Diálogos e Mediação de Conflitos nas Escolas)

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Ninguém retornará de onde parou.

 



O estresse gerado pelo distanciamento social é bastante significativo e pode gerar impactos emocionais, físicos e cognitivos aos profissionais da Educação e aos Alunos e devem ser muito bem observados,  pois podem se prolongar por um tempo indeterminado.

Mas o que fazer então? Uma solução seria implementar uma ação intersetorial com vários especialistas tais como: assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e Mediadores Educacionais.

Ninguém retornará de onde parou, por isso a sugestão é de as Instituições Educacionais bolarem um plano de ação juntamente com um Mediador Educacional.

A Mediação Escolar poderá dar uma sólida Capacitação e Apoio aos Professores, Alunos  e Gestores Escolares, o que é de extrema importância para que possam agir em conjunto, dirimindo os conflitos escolares e os efeitos emocionais que este distanciamento ocasionou.

Pense na Mediação Escolar como uma ferramenta Pedagógica para as instituições educacionais, que em conjunto com toda a rede escolar podem sim dar este acolhimento aos professores e alunos.

Vamos juntos disseminar a cultura da paz no âmbito escolar.

 

Créditos: Suzete Sammarco


Foto de Javardh no Unsplash     (javardh-FL6rma2jePU-unsplash)

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Justiça Restaurativa nas Escolas



A justiça restaurativa no âmbito escolar tem a funcionalidade de reestabelecer a ordem respeitosamente dentro do ambiente estudantil, pacificando o conflito a partir da realização de rodas de conversa inclusivas em todas as esferas participativas do corpo da escola, ou seja: professores, pais, alunos e colaboradores.

Nessas rodas acontecem os pontos de pauta, onde são expostas as problemáticas de maneira escalada: raízes, porquês, gatilhos, e pautas emocionais sobre os conflitos.

É perfeitamente comum que o conflito exista, a maneira como lidamos, o famoso jogo de cintura do mediador é que faz todo o diferencial, para que de fato o agressor, a criança que age de maneira imprudente com outro colega, tenha compreensão e empatia, reconhecimento e entendimento do ponto de vista do outro, o famoso ditado popular já pontua que “quem apanha sempre se lembra, mas quem bate as vezes não se recorda nem do por que.”

A justiça restaurativa tem o papel reflexivo, que a simples punição sentenciada não tem.

A justiça restaurativa permite que o agressor reconheça o erro e o repare com a mudança.

Não somos seres mecânicos, somos movidos por sentimentos, interesses e ações, e é importante que exista o respeito sobre o espaço e existência de outro ser com seus próprios interesses.

É uma abertura pontual e partilha dos sentimentos gerados em cada um dos envolvidos no conflito, e das pessoas que o cercam no ambiente escolar.

É muito importante porque dá a liberdade de fomentação de sentimentos, esclarecimentos, e libertação do trauma.  Falar sobre algo que incomoda ajuda todos os envolvidos no conflito, porque quanto mais falarmos, mais lapidada fica a pauta, mais refletimos, mais fomentamos o processo de mudança.

Nosso papel é fazer da escola um catalizador de talentos e a escola um ambiente pacifico, de respeito e liberdade de aprendizado. 


Créditos: Fernanda Guares Zedra


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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

INCLUSÃO SOCIAL TOTAL - JAMAIS PARCIAL

Atualmente a inclusão social é uma pauta constante em nosso cotidiano, em nossa sociedade devem ser inseridas pessoas com quaisquer particularidades e singularidades, com os mesmos direitos e oportunidades que não podem se restringir as suas limitações, como por exemplo: em uma empresa existem vagas para pessoas cadeirantes, mas essa mesma empresa é em um prédio de 3 andares sem elevadores para o acesso desse cadeirante ao seu ambiente de trabalho, isso seria um exemplo de uma falsa inclusão social.

Em nossa constituição existe a lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência que promove a equidade das pessoas com essas limitações na sociedade, promovendo a inclusão social, as liberdades fundamentais de cada cidadão afirmando sua cidadania. Hoje em dia é obrigatório que existam estruturas adaptadas como o piso tátil nas ruas, o transporte publico adaptado, o cinema adaptado para cadeirantes, rampas, entre outros...

É fundamental que essas pessoas se sintam o menos limitadas possível, se sua limitação for física, seu desempenho intelectual não pode ser subestimado, a lei que afirmava que pessoas deficientes com menos de 16 anos eram completamente incapazes e pessoas deficientes acima de 16 anos eram relativamente incapazes hoje diz que menores de 16 anos são relativamente incapazes e tornou os maiores de 16 anos capazes.

A inclusão destas pessoas em nossa sociedade não deve ser levada com olhar de estranhamento, as diferentes limitações existem mas não pode ocorrer invalidação destas pessoas, é importante que façamos acontecer, é importante catalisar essas necessidades para que não haja uma falsa inclusão ou uma inclusão parcial como o pisos tátil  colocado em uma rua sim e outra não, uma pessoa cega não pode se militar a andar em uma rua e dar meia volta porque não existe pisos tátil suficiente nem se expor ao perigo. É importante que haja empatia, respeito e entendimento pelas diferenças.

 

Artigo de Fernanda Guares Zedra



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quinta-feira, 30 de julho de 2020

segunda-feira, 27 de julho de 2020

TEA - TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA


Quando pensamos na palavra “Autismo”, inúmeras dúvidas podem vir a cabeça, tanto de professores que inda não se especializaram em TEA, quanto em familiares que acabaram de obter um diagnóstico médico afirmando que seu filho é autista.
Neste momento, precisamos agir com muita cautela e empatia, pois além de ser um período delicado para os familiares, devemos entender que cada um reage a noticia de forma diferente.
Por meio deste artigo, poderemos observar o papel da escola e do professor, quando o aluno apresentar características que podem levar a possíveis traços autísticos e o que deve ser feito desse momento em diante.
Este trabalho é essencial na vida do Pedagogo que irá trabalhar com pessoas com TEA, pois por meio dele vivenciamos e analisamos a ação docente dentro do âmbito escolar e buscamos dentro da teoria conceitos que nos expliquem determinados fatores que iremos nos deparar quando entrarmos na escola.
Por meio deste trabalho podemos reconhecer o quanto a teoria, os textos apresentados, os conceitos e as discussões realizadas dentro da sala de aula nos apresentam caminhos para se chegar ao objetivo de ensinar e preparar adequações para esse que esse ensinamento aconteça com a presença ou não de um laudo médico para autismo.
O Trabalho em Transtorno do Espectro Autista permite que o pedagogo tenha diversos aprendizados, pois além de vivenciar momentos dentro do ambiente escolar, (por meio dos estágios) ele analisa de maneira minuciosa a prática docente e o poder que a Educação tem.
Este trabalho modifica a vida de um discente e após analisar fatores que se tornarão seu cotidiano, ele começa a compreender o quão importante será seu papel dentro da escola e para a sociedade.


Créditos: Mariane Andrade


foto de Ben White  no Unsplash (ben-white-4K2lIP0zc_k-unsplash)

quarta-feira, 1 de julho de 2020

MEDIAÇÃO ESCOLAR - UM MÉTODO EFICAZ DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

br.depositphotos.com

Embora a Mediação Escolar seja um método apropriado para resolução de conflitos, infelizmente é ainda pouca difundida, pouco praticada e pouco conhecida na sua essência nas redes escolares. Sendo a escola um espaço onde se estabelece um conjunto de relações que contribui para a socialização, fato é, que também será uma porta aberta para um ambiente de interações propício para a emergência de conflito entre Alunos X Alunos, Alunos X Professores, Professores X Funcionários, Funcionários X Professores, Pais X Professores, Pais X Pais, etc. Não podemos falar em Mediação Escolar sem citarmos o Conflito Escolar que por sua vez poderá gerar a Violência Escolar. O conflito em si não é o problema. 

Necessário se faz pensar na Mediação Escolar como extensível a toda a comunidade educativa e não apenas restrita ao espaço escolar, pensar como praticável fora da escola . A Mediação Escolar é um método utilizado que procura promover o modo colaborativo de gestão de conflitos, onde o Mediador age facilitando, importante lembrar que o papel do mediador em qualquer processo de mediação é o de facilitador, oferecendo às partes a liberdade de solucionar as suas divergências, de promover a descoberta de alternativas para a resolução dos conflitos.

 

A Mediação Escolar tem como característica proporcionar a educação de valores pela paz, e uma nova visão de resolver os conflitos. Importante ressaltar que na Mediação Escolar não há culpados e sim responsáveis, partindo desta premissa conseguimos estabelecer um diálogo. A reflexão não pode advir da punição, deve-se chegar ao entendimento de que o respeito das necessidades individuais é um plano de ação indispensável a Mediação Escolar. Com a construção de um contexto participativo relacionado com a Educação da Paz, e sem existir qualquer tipo de intervenção disciplinar teremos a manifestação da gestão dos conflitos e todos os seus benefícios.

 

“...O conflito é um sinal de que existem verdades mais amplas e perspectivas mais belas...” (A. N. Whitehead).

 

Suzete Sammarco


imagem:  br.depositphotos.com

sexta-feira, 19 de junho de 2020

COMO AMENIZAR OS IMPACTOS DA QUARENTENA NO NOSSO DIA A DIA.

Foto de kiefer-likens


Ferramentas de conexão para o estudo em grupo EAD na pandemia.

 

Desde que o Corona vírus chegou ao Brasil nos deparamos diária e corriqueiramente com as medidas preventivas para evitar contaminação e transmissão, metodologias de ação protetiva em  nossas casas e o movimento #fiqueemcasa , impulsionado pela mídia.

Sem sombra de dúvidas a melhor alternativa é ficar em casa até que haja um controle desta pandemia.

Tendo em vista a curva crescente do gráfico do coronavírus no país, as aulas presenciais foram suspensas e substituídas por aulas no sistema EAD (á distância), muitas vezes com vídeo chamadas, atividades domiciliares feitas pelo Google classroom que permite que sejam feitos trabalhos até mesmo em grupo, onde simultaneamente podem ser inseridas diversas  informações no documento do trabalho, pelo grupo todo; com salas de bate papo para discussão do tema, com layout do chat similar ao menseger do Facebook, é muito funcional e essencial, porque ver e ouvir a voz das pessoas com quem nos relacionamos nos trás de volta a vida real.

É um momento muito delicado para o mundo todo, e as notícias de maior visibilidade midiática giram em torno das catástrofes acarretadas pelo Corona, número de casos fatais, incubações, internações, descobertas de novos grupos de risco, medidas protetivas, enfim, é importante que de alguma forma as pessoas mantenham contato e deem continuidade às suas atividades de maneira segura, o advento da tecnologia nos proporciona isso com destreza. 

A importância do contato pelas chamadas de vídeo para a saúde mental.

Esse contato é extremamente importante não só para o aprendizado, mas também para a saúde mental, pois estamos passando por uma crise politica e sanitária no país, isolados socialmente e vulneráveis psicologicamente.



Crédito: Fernanda Guares Zedra

Foto de kiefer-likens




terça-feira, 16 de junho de 2020

ESCOLAS - DOCENTES - DISCENTES – APÓS O PERÍODO DA PANDEMIA DA COVID-19.

O sistema Educacional foi atingido com muito impacto pela disseminação do Novo Coronavírus.

As Instituições Educacionais tiveram que repentinamente se adaptar com a substituição do presencial pelo virtual.

Docentes e Discentes tiveram que se reinventar, e não podemos negar que a desigualdade social é gigantesca no Brasil e certamente será refletida na volta as aulas presenciais pós pandemia.

É chegada a hora de pensarmos em preparar nossos professores, coordenadores e mantenedores para esta volta, pois a escola não será a mesma.

Muitos conflitos Intrapessoais, Interpessoais e Grupais, terão que ser Mediados com as devidas técnicas para que não se transforme em fatores de risco como Bullying-Cyberbullying-Sexting.

Teremos que praticar as ferramentas pedagógicas, com empatia, diálogo para que consigamos uma facilitação na resolução dos conflitos escolares e assim transformarmos a crise em um momento de aprendizado, de aprimoramento de relações.

Assim, juntos docentes e discentes conseguirão superar os desafios que este cenário impôs a Educação. A Mediação Educacional tem portanto um caráter Pedagógico, que contribui com a difusão da Cultura da Paz, da não violência e da resolução dos Conflitos. Vamos Juntos disseminar e aprender a praticar a Mediação Educacional?

 

Suzete Sammarco


Foto de Anshu A



sexta-feira, 5 de junho de 2020

MEDIAÇÃO ESCOLAR: Estratégia de resolução de conflitos no ambiente escolar


Devemos pensar em mediação escolar como uma teia que se estende desde o corpo docente, discente, funcionários, encarregados de educação, as parcerias que as próprias escolas mantêm e comunidade em geral.

A escola encontra assim na mediação uma ferramenta pedagógica para ensinar a lidar com o conflito e a adotar estratégias positivas, criativas e de colaboração na gestão da convivência, contribuindo para o cumprimento das suas funções de educação e de socialização.

Reconhecida a mediação e adotada como uma estratégia de resposta corrente na resolução de conflitos em meio escolar, passará a facilitar a comunicação em toda esta rede bem como prevenir e/ou resolver conflitos entre os membros da mesma.

É necessário pensar na mediação escolar como praticável fora da escola e extensível a toda a comunidade educativa e não apenas restrita ao espaço escola.

 

Suzete Sammarco


Imagem:  www.signpaper.com.br



terça-feira, 2 de junho de 2020

BULLYING - A barreira que impede o desenvolvimento pessoal infantil


O Bullyng é um problema social e político que tende a desencadear uma série de dificuldades no desenvolvimento pessoal do indivíduo afetado, tendo em vista que começa na maioria dos casos na infância, e na escola, apesar de pareceram brincadeiras banais o resultado desse processo de humilhação habitual pode ser devastador e o causador de problemas sérios de saúde física e mental como a bulimia, a depressão, a síndrome do pânico, o transtorno de ansiedade, e entre outras doenças resultantes.

 

É de extrema importância reafirmar que a raiz deste problema diversas vezes é proveniente dos aprendizados no ciclo social da criança, de maneira alguma os pais devem incentivar a criança a debochar de qualquer que seja a diferença que outra criança tenha, os efeitos sobre a mesma brincadeira em duas pessoas podem ser extremamente diferentes, enquanto em uma pode ser tranquilo e não fazer nenhuma diferença significante na vida daquela criança, em outra pode ser extremamente significativo e perturbador.

 

Muitos pais de crianças que sofrem Bullyng atualmente tem recorrido a justiça pelo fato de que além das atitudes do praticante do Bullying serem agressivas e perturbarem a saúde mental e o desenvolvimento escolar e pessoal de seus filhos, os professores que veem e não tomam as devidas providencias são automaticamente designados como se consentissem com isso, devido a esse fato é importante frisar que deve haver uma mediação entre pais e mestres para resolver esse tipo de conflito de maneira que nenhum dos lados seja prejudicado, principalmente a saúde de uma criança que está em seu ciclo de formação social.

 

Este problema infelizmente está enraizado em nossa cultura se passando por brincadeiras normais de crianças sem visar as consequências para todos os envolvidos, e felizmente hoje em dia se encontram diversos recursos para a resolução do mesmo, entretanto é fundamental que todos estejam abertos ao diálogo e em alguns casos além da mediação, a introdução de um psicólogo para a total compreensão e finalização desses casos com sucesso e sem sequelas para ambas as partes, muitas vezes o praticante do Bullyng também pode ter complexos e eles devem ser resolvidos, afinal as crianças são o futuro da nação, e merecem ter essa passagem de fases e ciclos da infância para a adolescência e da adolescência para a vida adulta sem perturbações desse gênero.

 

Créditos:  Fernanda Guares Zedra


Foto de Kat J